terça-feira, 6 de novembro de 2012

MANIFESTO AOS ESTUDANTES

INTRODUÇÃO

Não há o que se questionar sobre a importância em tempos modernos dos movimentos estudantis para a construção de países democráticos, sobretudo em função da imperiosa necessidade de se conciliar a participação e o inconformismo político que não podem ser encontradas de modo tão evidente em nossa sociedade, senão na juventude.

Em função disso, a Chapa "É O BIXO" vem orgulhosamente apresentar sua candidatura para as eleições do Diretório Acadêmico UEMG - 2012, esclarecendo suas propostas, objetivos e posições, sem contudo se fechar para eventuais ideias que possam surgir em nosso projeto.

O QUE É O MOVIMENTO ESTUDANTIL

O movimento estudantil, em sua essência, surge da necessidade dos estudantes de expressar seu ponto de vista acerca dos rumos da política nacional, em virtude da simbiose entre engajamento político e intransigência revolucionária atinentes, sobretudo, à juventude. Os estudantes de todo o mundo vêm se consolidando como segmento imprescindível nas lutas pelas demandas sociais, culturais e políticas de todos os países democráticos da modernidade.
No Brasil, os estudantes já ofereceram resistência às relações diplomáticas entre o Estado Novo e os países nazi-fascistas do eixo, às diversas formas de autoritarismo do golpe de 64, e se destacaram nas lutas pelas "Diretas Já" e no "Impeachmeant" de Fernando Collor.
Sinteticamente, é inconcebível de se imaginar uma nação livre sem a participação dos estudantes.



POSIÇÕES POLÍTICAS - IDEOLOGIA

Em regra, predomina no debate acadêmico o dualismo quase maniqueísta entre chapas de direita e extrema esquerda.
Nossa chapa acredita na conscientização por meio da cultura, no pensamento crítico como ferramenta de transformação social, e no homem como sujeito histórico, cuja libertação só será possível com o desenvolvimento da educação, das forças produtivas, com distribuição de renda, igualdade de oportunidades, e justiça social.
Nosso principal fundamento será a soberania da vontade dos estudantes. Nos comprometemos a respeitar tão somente as decisões destes, discutidas democraticamente em assembleias. Declaramos assim, ao mesmo tempo, nossa total independência sobre os demais órgãos da faculdade ou alheios a ela, e também, a qualquer tipo de fundamentalismo ideológico, seja de esquerda ou de direita. Respeitaremos o consenso e a autonomia estudantil até o fim de nosso mandato.
Por fim, clamamos pela plena participação dos universitários na execução de nossos projetos. Não há universidade sem movimento estudantil, não há movimento estudantil sem participação dos estudantes.
Em suma, adotaremos como princípios fundamentais de nossa gestão: a participação, a autonomia e o consenso.



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